quarta-feira, 21 de novembro de 2018

NOVO ENDEREÇO

O dono quer fechar o botequim e nos botou pra fora. Mas o papo vai continuar em novo endereço https://www.madruganalapa.com.br/ Apareçam por lá!

domingo, 28 de janeiro de 2018

Atualizações

Numerosos leitores, esse blog existe já há algum tempo e como a maioria não é atualizado com frequência, mas tem o seu valor e não terá fim.
A principio somos 6 colaboradores, amigos há 18 anos mais ou menos. Estudamos juntos no Colégio Pedro II, unidade São Cristóvão. Nos formamos em 2006. Pouco tempo após a popularização do Orkut, creio que nesse tempo ainda precisava de convite pra entrar. Lá esse blog começou, quando se tornou necessário marcar de se encontrar. A Lapa foi local real inicial, aquela parte entre a pizzaria Guanabara e a FEBARJ, a parte mais barata, dentro das nossas condições naquele momento. Além disso, concluímos que era o local geograficamente mais equilibrado para juntar quem vinha da zona norte, zona sul e baixada fluminense.
Nos formamos em história, geografia, engenharia, psicologia e direito. Estamos bem. Mas agora nos encontramos mais no whatsapp, mas ainda sentimos falta do Orkut, gostávamos das discussões infinitas e nos apps atuais, tudo passa, segue. Estamos com menos vontade de debater, é verdade, não sabemos se é culpa do app ou da tal da maturidade. Já pagamos boletos, uns casaram, uns saíram do Rio de Janeiro, já viajamos juntos ao Peru! Mas o blog está aqui e nós também. Com nossos valores e sem ter fim. Agora de churrasco em churrasco, porque frequentar bar bom está caro e bar sujo não atende mais.


quinta-feira, 26 de maio de 2016

Sobrevida

Disseram que eu estava morto.

A história circulava entre pessoas próximas que relutavam em me contar pessoalmente. Mas palavras não são tudo e através dos olhares e sorrisos frios eu intuía as fofocas obscuras que vez ou outra percorriam as gargantas carregadas de saliva, fumaça e álcool.

Eles diziam que eu estava morto.

A corrente foi exposta por uma antiga amante. Ela me telefonou em um dia qualquer e perguntou sobre como ia a vida. A vida ia como vai qualquer uma. Você acorda de manhã, dá graças a deus por não ter filhos, faz o que precisa fazer para sobreviver, lê o jornal para fingir que liga sobre a merda mais atual que está acontecendo no mundo e arruma qualquer compromisso no fim de semana para ocupar o seu vazio. Se der sorte, transa duas ou três vezes na semana. Com muita sorte, você faz isso com alguém especial. Se der azar, se vê obrigado a não foder ninguém. Com muito azar, tem que trepar todos os dias.

Por isso eu respondi que a vida estava boa. Tão bem quanto poderia estar, obrigado por perguntar. Do outro lado da linha ouvi a risada sarcástica escapando por entre seus dentes perfeitamente brancos. A mesma risada irritante de quando discutíamos. Como de costume, sua expressão facial tomaria o aspecto tenebroso que fez com que nosso relacionamento não durasse seis meses. As narinas estariam dilatadas, a sobrancelha esquerda levantada, os dentes à mostra em sinal de desafio. De anjo à demônio com apenas um sorriso. Em resposta, eu já ensaiava um insulto estúpido que só ela arrancava. Mas ela não me deu tempo.

Não pode estar bem. Dizem que você está morto, ela falou. Dizem muita merda, respondi. E não ligo para o que qualquer pessoa fala sobre mim. Deveria ligar, porque são pessoa próximas que te conhecem bem. Mas eu não ligo do mesmo jeito, respondi por fim e desliguei o telefone.

Foi a última vez que falei com ela, ou com qualquer pessoa que as leis sociais não me obriguem. Diariamente acordo e olho para o criado mudo antes de começar o dia. 75 miligramas de Venlift, 300 miligrama de Bupropiona, a caixa de Rivotril esperando o cair da noite.

Me convenço de que mortos não tomam remédio, e existo por mais um dia.

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Para lembrar que o blog vive. E, mesmo que esse não seja o caso, os mortos também tem suas palavras.

segunda-feira, 6 de abril de 2015

3 dias em 30 minutos

 "muitos ficaram pasmados ao vê-lo – tão desfigurado ele estava que não parecia ser um homem ou ter aspecto humano (...) Era desprezado como o último dos mortais, homem coberto de dores, cheio de sofrimentos; passando por ele, tapávamos o rosto (...) A verdade é que ele tomava sobre si nossas enfermidades e sofria, ele mesmo, nossas dores (...) o Senhor fez recair nele o pecado de todos nós.”

Era quinta-feira. Ao terminar a ceia Jesus saiu com os seus amigos para orar no Monte das Oliveiras, além do vale de Cedrom, onde havia um horto. Seus discípulos, entre eles Judas, conheciam aquele lugar, porque eles haviam se reunido ali diversas vezes.

sábado, 21 de março de 2015

Clássico dos Milhões

Faço um desafio ao leitor rubro-negro pergunte a um torcedor vascaíno, tricolor ou botafoguense (nesse caso o maior desafio é encontrar um) qual é o maior rival do seu time. Aposto que em 100% dos casos vocês ouvirão a resposta FLAMENGO.

É sabido por todos os cariocas que gostam de futebol que os torcedores dos outros três times da cidade sonham em rivalizar com o Flamengo, nesse caso a pergunta correta deveria ser: "Quem é o maior rival do Flamengo?"

Comparar nossos títulos, ídolos e torcida com os dos coirmãos que frequentam a segunda ou terceira divisão do campeonato nacional chega a ser uma covardia, assim sendo, podemos dizer com certa segurança que não temos rival regional à altura da grandeza do Flamengo. No entanto, sempre há aquele clube que gostamos mais de vencer, e acho que a grande maioria dos 40 milhões de Rubro-Negros espalhados pelo mundo vão concordar que é muito bom, e engraçado, ganhar do Vasco.

É divertido ver como o humor dos vascaínos vão da esperança ao desespero em apenas 90 minutos. Os caras fariam qualquer coisa para ver o time deles ganhar um título que fosse em cima do Mengo. Também não é para menos, nos últimos 27 anos Flamengo e Vasco disputaram 7(!) finais e todas foram vencidas pelo Rubro-Negro. Imagino a dor e vergonha do pai que aos treze anos viu seu Vasco ganhar o campeonato carioca de 88 sobre o maior rival e hoje, já um homem de meia idade, não consegue ver um título sobre o Flamengo ao lado do próprio filho.

Eu, por outro lado, jamais vi meu time perder uma final para o cruz-maltino, e dentre as vastas vitórias que pude acompanhar as que mais ficaram marcadas na minha memória foram:

- segundo jogo da final da copa do Brasil de 2006: o Flamengo tinha ganhado o primeiro jogo com gols de Obina e Luizão, mas não deu mole pra Kojak e também ganhou o segundo jogo com um gol do Juan. Como se esquecer do Valdir Papel sendo expulso nos primeiros minutos do clássico?

- segundo jogo da final do carioca de 2004: nessa final o Mengo também tinha aberto vantagem ao ganhar o primeiro jogo por 2 a 1, mas o segundo jogo foi mágico. 3 a 1 com show de Jean, autor dos três gols. “Arerêê o chope do Eurico eu vou bebeeer....”

- segundo jogo da final do carioca de 2001: só falo uma coisa: “Recordar é viver/ o Pet acabou com você...”

Bem, é provável que no jogo de amanhã teremos 56.678 pagantes e para esquentar me despeço deixando esse vídeo.





SRN

domingo, 8 de março de 2015

Resenha - A Guerra dos Tronos

A resenha de hoje não é exatamente uma resenha. Segundo a Wikipedia As Crônicas de Gelo e Fogo já venderam 25 milhões de exemplares e Game of Thrones é assistido por 20 milhões de espectadores, então parto do principio de que todo mundo já está careca de conhecer o enredo da história criada por George Martin.
Bem, eu acabei de terminar o primeiro livro da saga após dois meses de leitura. Diferente do que normalmente faço resolvi partir para os livros depois de ter assistido todas as temporadas disponíveis da série e gostaria de falar sobre três trechos que me chamaram mais atenção nele.

"Nunca se esqueça de quem é"
No início do história, quando o anão/herói Tyrion está em Winterfell, ele tem a seguinte conversa com o bastardo Jon Snow:
"Nunca se esqueça de quem é, porque é certo que o mundo não se lembrará. Faça disso sua força. Assim, não poderá ser nunca a sua fraqueza. Arme-se com essa lembrança, e ela nunca poderá ser usada para magoá-lo."
Nesse momento de "auto-ajuda" do livro podemos nos colocar no lugar do bastardo e tentar aplicar o conselho do autor em nossas vidas. Nenhum de nós é exatamente o que queria ser, todos idealizamos um modelo e buscamos alcançá-lo, ao mesmo tempo que nos envergonhamos de nossas fraquezas e tentamos escondê-las. Por mais que essa busca pelo "ideal" possa ser o combustível para nosso desenvolvimento pessoal, é importante que antes possamos entender e aceitar quem realmente somos. Não acho que alguém duvide que este seja o caminho para nos tornarmos mais sadios.

"pois o amor é o veneno da honra, a morte do dever"
Nas sábias palavras do Meistre Aemon para o bastardo Jon o ancião tenta explicar ao jovem Snow que não é possível seguir dois mestres. Ele deve escolher entre seus sentimentos ou o juramento de obediência que fez. Como diz o velho, o que é o dever comparado aos braços da amada, ou as necessidades de um filho? Apenas palavras...

"Se a vida não tinha valor, que valor tinha a morte?"
A pergunta de Daenerys no final do livro é a nossa grande questão. A vida que vivemos agora é essa. Mesmo se houver outra não será como esta. Acho que nem mesmo para aqueles que acreditam em reencarnação. Nossas experiencias são únicas e cada atitude nossa é percebida de uma maneira diferente dependendo da fase que vivemos. Beijar a mesma mulher nos dá sensações diferentes em diferentes épocas, da mesma forma que beber a mesma cerveja com os mesmos amigos há vinte anos não terá sempre o mesmo sabor. O sentido da vida deve estar em usar nossos sentidos para saboreá-la.

É isso. Feliz dia das mulheres para todas as leitoras.

domingo, 22 de fevereiro de 2015

Contos - Severino de Maria do finado Zacarias

O sol ainda não nasceu, mas seu despertador já está chamando. Ele não demora a se levantar, já está acostumado e sabe que não tem muito tempo. Coloca água para ferver, veste-se, escova os dentes, lava o rosto e passa o café. Apenas uma xícara, negro e amargo. Engole a bebida e sai.

A rua ainda está escura.

Há um ponto de ônibus próximo a sua casa, mas ele prefere caminhar até o ponto final, o esforço é compensado com um banco vazio. A viagem dura uma hora, mas ele sabe que ainda pegará outro ônibus. A perspectiva não o anima, então ele se recosta e fecha os olhos. Cochilando a viagem passa mais rápido.

Ele abre os olhos.

É hora de saltar, o outro ônibus já está saindo e desta vez a viagem será em pé. Ele corre e consegue pegá-lo. Está lotado! Não dá para passar na roleta, mas tudo bem, todos vão saltar no mesmo ponto. Um colega grita seu nome e eles conversam sobre o futebol e a novela.

Mais uma hora de viagem.

O ônibus para. Ainda faltam 10 minutos, dá tempo de comer um pão com mortadela na barraca em frente ao portão da obra. Ele pega o crachá na mochila e entra. Poeira e lama, brita, areia e cimento.

Hora do almoço.

Risos, provocações e brincadeiras. Ele engole a comida rápido para poder tirar um cochilo. Uma hora de intervalo não dá para muita coisa. A tarde ele carrega tijolo e argamassa, ouve gritos do encarregado e...

Fim do expediente.

Ao sair na portaria é revistado pelo segurança, mas ele está acostumado. No caminho de volta engarrafamento, pelo menos está sentado. Enquanto pensa na novela e na cama que o espera quando chegar em casa ele adormece.
Amanhã fará tudo novamente.

domingo, 8 de fevereiro de 2015

Resenha - O Anticristo

Sejam bem-vindos leitores(as). Vamos ver se nesse novo ano conseguiremos manter o blog mais atualizado. Tentarei assumir um compromisso de fazer uma espécie de resenha totalmente parcial dos livros que for lendo durante o ano. Parece que opinião alheia atrai interesse das pessoas.
O primeiro livro será “O Anticristo” de Nietzsche.

Vamos lá.

Ler “O Anticristo” me deu a mesma sensação de quando leio comentários preconceituosos contra nordestinos ou pobres. Daqueles em que patricinhas destilam nas redes sociais da vida enquanto que a “nordestina pobre” faz sua comida. Um sentimento que é um misto de revolta, incredulidade, vergonha alheia e pena.

Fiquei com uma impressão muito ruim do autor, no entanto, por ser meu primeiro livro de Nietzsche pretendo futuramente dar novas oportunidades para sua obra e analisarei aqui apenas este livro.

Em “O Anticristo” Nietzsche incorporou o coxinha padrão, que toma sua opinião como a verdade máxima e expressa seu ódio contra todos que não concordam com ele. Talvez ao escrevê-lo já tivesse perdido suas faculdades mentais, entregue em sua loucura devido a sífilis. Sendo assim, talvez eu não devesse dar mais crédito a esse livro que aos gritos desvairados de um lunático, destes que encontramos nas ruas do centro da cidade.

Neste livro encontramos verdadeiras pérolas como quando ele afirma que a desigualdade dos direitos é uma condição necessária para o surgimento de “tipos mais elevados e supremos”, esquecendo-se que não somos mais primatas nas savanas africanas regidos pela lei da sobrevivência do mais apto, mas que vivemos em uma sociedade, cujo maior objetivo deveria ser proteger todos os seus indivíduos. Ele sustenta sua teoria na ideia de que “uma sociedade elevada é como uma pirâmide”, necessita de uma base larga onde é indispensável uma “mediocridade consolidada”.
Em outro ponto ele afirma que a injustiça não está na desigualdade dos direitos, mas na reivindicação de direitos iguais(!). Parece esquecer-se que igualdade de direitos é imprescindível para a igualdade de oportunidades para todos.

Voltando-se para o principal alvo de seu livro Nietzsche é taxativo ao afirmar que “Todo trabalho do mundo antigo foi em vão”. Tomando como exemplo gregos e romanos tenta provar que o cristão foi o grande responsável pelo atraso na evolução do homem. Com um pensamento eurocêntrico ignora completamente as antigas culturas orientais e americanas que não foram influenciadas pelo cristianismo no primeiro século.

Por fim, ao ler afirmações como: “A quem odeio mais entre a ralé de hoje? A ralé dos socialistas, os apóstolos que minam o sentimento de satisfação que o trabalhador tem de sua pequena existência – que o tornam invejoso”, e “o cristão... Esse verme (...) esse bando covarde, efeminado e meloso.” compreendi que seria impossível para alguém transbordando de ódio infundado tolerar uma religião cujo um dos maiores mandamento é “Amai ao próximo como a ti mesmo”.

domingo, 13 de julho de 2014

Vencedores e Vencidos

Obdulio Jacinto Muiños Varela. Ele não assinou contratos milionários, não estampou capas de revista, não lançou roupas de grife. Mesmo sem os apetrechos do espetáculo, Varela foi um dos maiores entre os que pisaram na grama verde de um campo de futebol.

Obdulio Varela foi o capitão e melhor jogador da seleção uruguaia na tenebrosa final da Copa do Mundo de 1950. Alcides Ghiggia foi o carrasco, o autor do chute no estreito espaço entre a trave e o goleiro, para desgraça eterna e injusta de Barbosa, o homem da falha que não houve. Mas, nos 90 minutos de jogo, foi Varela quem nos derrotou, e dele disse Nelson Rodrigues: “Todo escrete tem sua fera. Naquela ocasião, a fera estava do outro lado e chamava-se Obdulio Varela.”

O que acontece dentro das linhas brancas não basta. Findo o jogo, Varela deixou as comemorações de seus companheiros e pôs-se a vagar na noite de um Rio de Janeiro que se lamentava pela derrota. Viu grande tristeza e soube que, de algum modo, era o responsável. O futebol é um esporte cruel. “Em Montevidéu devem estar todos felizes, mas aqui é o Rio de Janeiro, onde todos choram”. Pelo resto da noite, seguiu de bar em bar, consolando grandalhões em prantos, desculpando-se com os que o reconheciam. Anos depois diria que, ao fim e ao cabo, era melhor ter perdido.

Varela, vencedor incontestável, partilhou voluntariamente da dor dos vencidos. Foi essa sua lição de grandeza e dignidade.

Tamanho, porém, é relativo. Há que se comparar Varela com a pequenez de tantas dezenas, de milhares, de milhões, de “nações” inteiras. Existem, pois, aqueles no extremo oposto: os vencidos que se macaqueiam de vencedores para se sentirem maiores dos que os demais, tão humilhados quanto eles. São aqueles que, com uma fidelidade canina, seguem os mandamentos de uma campanha de marketing de um gigante multinacional qualquer como se fosse o credo de sua própria religião.

Nesse mundo louco de Deus, eu tenho que dar meus parabéns e meu muito obrigado aos flamenguistas que ganharam, hoje, a Copa do Mundo Fifa de 2014. A vida não faz sentido e a morte menos ainda, mas tudo fica um pouquinho mais simples quando ao menos sabemos quem são os imbecis.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

"Legítima defesa coletiva"

Aos novos "cidadãos de bem".




"By 1921 the publication was a strong supporter of the Ku Klux Klan"
"Em 1921 a publicação foi um forte defensor da Ku Klux Klan"


The Good Citizen. Disponível em: <http://en.wikipedia.org/wiki/The_Good_Citizen>. Acesso em: 09 de Novembro de 2014


quinta-feira, 14 de novembro de 2013

De Volta Para a Aristocracia

Quem me conhece sabe o quanto sou avesso a polêmicas inúteis. No entanto, em atenção aos milhares de pedidos pela minha sempre sóbria opinião resolvi me manifestar.

É de conhecimento de todos que só existe uma coisa que vende mais jornal que título do Flamengo, trata-se de crise na Gávea. Dessa forma não é de se espantar que os preços para uma partida de futebol tenha ganhado espaço no horário nobre dos canais de TV.

O fato é que o ingresso mais barato para a finalíssima da Copa do Brasil dia 27 no Maracanã está saindo por 250 pratas. Então surge a pergunta que vem movendo debates de botequim a semana toda. Esse valor é justo? Em minha opinião, SIM.

É óbvio que o preço está salgado, mas e daí? Desde quando futebol é primeira necessidade do povo? Se você acha o preço de determinado produto ou serviço caro, você simplesmente não compra. Essa é a melhor manifestação de desaprovação que se pode fazer. E se o preço realmente não corresponder ao valor do produto outros não comprarão, e, com a falta de procura, o mesmo cairá.

Agora me digam. Alguém duvida que o estádio estará lotado para comemorar mais um título do Mengão daqui a duas semanas? Essa é a lei máxima do capitalismo camaradas. Oferta e demanda. O futebol voltou a ser um prazer dos burgueses e os carecas que dirigem o Flamengo estão apenas agindo com visão de negócios.

Nós até reclamamos do custo de vida, mas ninguém exige que se reduzam os valores nos cinemas, restaurantes, shows. Isso seria loucura!

Como Mv Bill já havia explicado, esse alvoroço todo só tem um motivo. "Nosso povo é manso/ Só vira bicho quando o assunto é futebol/ Nudez no carnaval, latinha de Skol".

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

O Rei Voltou 2 (ou quase isso)

Minha última postagem neste blog foi há 782 dias.

As teclas do computador são espectros há muito esquecidos e gemem ao serem despertadas de seu sono sepulcral pela fúria dos golpes dos meus dedos. A poeira se levanta. Uma família de aranhas fica indignada por ter sido expulsa do abrigo onde vive há incontáveis gerações.

A Terra completou sua dança de translação por duas vezes e vai ensaiando os primeiros movimentos da próxima volta em torno do Sol. Sol que deu mais alguns passos rumo à sua inexorável destruição em uma nebulosa planetária.

Os brasileiros foram às ruas. Políticos foram do céu ao inferno. Black block's surgiram despertando paixões e ódios. Segredos de Estado foram revelados. Negócios foram feitos sobre as mesas dos poderosos enquanto negócios eram feitos sob as mesas dos poderosos.

O inverno chegou, a neve embranqueceu o chão e depois derreteu diante do primeiro calor da primavera. A formiga esquentou as seis patinhas junto ao calor da lareira, arrotando vinho do Porto e contando anedotas repetidas para os filhotes entediados. A cigarra morreu de fome e de frio, mas cantou até o fim. E o ciclo se repetiu por incontáveis vezes.

A criança que chorava no colo da mãe é agora o ancião que morre esquecido em um quarto de asilo.

As eras sucederam umas às outras levando adiante apenas uma lembrança, uma lenda equívoca, um sentimento indizível, uma marca inconsciente e, por fim, o nada. E até da pedra das catedrais fez-se pó.

O musgo cobriu a rocha lisa. A água cobriu o musgo. A terra cobriu a água. O magma fervente cobriu tudo e esfriou, tornando-se rocha lisa novamente.

Os olhos aflitos de Penélope ora fitavam a porta, aguardando o regresso de Ulisses, ora voltavam-se para o notebook, em busca de uma única palavra minha. E assim coseu e desmanchou o sudário de Laerte por tantos dias e por tantas noites que só o mito o admitiria.

E eu continuo sem ter nada a dizer.

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Diferenças - "Vândalos" x "Ativistas"

Invasão à Toulon - 17.07













Invasão ao Instituto Royal - 18.10
















Fonte:

QUAINO, Lilian. Polícia já tem imagens de câmeras do Leblon, Rio, onde houve vandalismo. <http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2013/07/policia-ja-tem-imagens-de-cameras-do-leblon-rio-onde-houve-vandalismo.html>. 21 de out. de 2013.

MARQUES, E.; JÚNIOR, G. "Prejuízo é incalculável", diz diretor de laboratório invadido em São Roque. <http://g1.globo.com/sao-paulo/sorocaba-jundiai/noticia/2013/10/prejuizo-e-incalculavel-diz-diretor-de-laboratorio-invadido-em-sao-roque.html>. 21 de out. de 2013.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Volta o Cão Arrependido

Existem eventos que já fazem parte do calendário, marcamos nas nossas agendas e aguardamos durante o ano inteiro por eles. O Carnaval, o Natal, a Páscoa e, obviamente, a queda livre do Botafogo na tabela do brasileirão.

É curioso como entra ano e sai ano o Botafogo de Futebol e Regatas sempre realiza a mesma proeza. Arranca de forma empolgante no inicio do brasileirão, sendo caracterizado pelos “especialistas” como dono do futebol mais bonito e bem jogado do país e, com a precisão de um relógio suíço, cai absurdamente de rendimento a partir do segundo semestre terminando a competição em um justíssimo 10º lugar.

Bem, antes de mais nada vamos aos números. Quando a folha referente ao mês de Agosto ainda não havia sido arrancada de nossos calendários, durante o primeiro turno, o Botafogo havia vencido dez vezes, empatado em seis ocasiões e sofrido apenas três derrotas, com isso obteve um aproveitamento de 63%. Bem próximo dos 66% que, dizem os matemáticos, é suficiente para se sagrar campeão brasileiro. Pois bem, já no segundo turno do BR13 foram duas vitórias e três derrotas em cinco jogos, resultando em um aproveitamento de 40%. Digno de clubes que brigam para não cair (mas ainda assim melhor que o Vasco).

O mais interessante, no entanto, é ver que o torcedor botafoguense é dono de um otimismo digno de um romance de Eleanor Porter. Por mais que ele esteja (literalmente) careca de conhecer esse tragicômico enredo está sempre disposto a discutir com qualquer torcedor com o objetivo de provar que dessa vez ele será campeão. 

Mas devo confessar aos amigos que tenho até certa simpatia pelo foguinho, é quase como um segundo América aqui no Rio. É um clube simpático e possuidor de uma bonita história. Poucos títulos é verdade, mas uma bonita história, e, claro, não faz mal a ninguém.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

O Especialista Especial



Hoje estava assistindo a um desses "jornais" que passam no final da tarde em nossa TV aberta. Não me julguem mal nem me xinguem, por favor. Não estava realmente assistindo, a televisão estava apenas ligada e acabei ouvindo uma ou outra notícia por alto.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Direito de protestar


 Se você não estava outro planeta ficou sabendo dos  vários protestos que ocorreram Brasil afora e pelo mundo também, com esse clima em mente, gostaria de levantar algumas questões sobre o direito de protestar no texto que se segue.

Sempre me ensinaram pessoas que nunca pisaram em uma faculdade de direito que meu direito termina onde começa o do outro, pois bem, partindo dessa idéia fico confuso em relação ao tal direito de protestar, de se expressar, etc. Ah, antes de falar mais sobre o assunto quero deixar claro que sou a favor dessas manifestações contra os governos apesar de todo impacto negativo que causam nas pessoas que querem apenas ir e voltar de seus respectivos empregos. Há, claro, toda uma questão sobre a necessidade de engajamento de todos até porque se o governo não se desviasse tanto da sua missão não haveria necessidade das pessoas demorem horas para ir e voltar do trabalho, elas não precisariam aceitar jornadas tão longas de trabalho tão longe de casa, o que afeta diretamente seus relacionamentos familiares e sua saúde, tem toda uma longa cadeia de causas e efeitos que começam, a meu ver, na falha do Estado em prover saúde, educação e segurança de qualidade, o que faz com que tenhamos que pagar impostos e planos de saúde e colégios particulares e seguro de vida, de carro, de casa, pedágio , etc.

Pois bem, disto isto, quão legítimo é um protesto de 300 pessoas que fecha, por exemplo, uma das avenidas mais importantes do Rio de Janeiro como a avenida Rio Branco ?
O que a polícia pode fazer para garantir o direito de ir e vir de várias outras pessoas após pedir educadamente que os manifestantes liberem a avenida?
Eu fui a um dos protestos, porém continuo sem uma opinião formada sobre isso, então convido você a refletir sobre uma situação hipotética onde você seria impactado mais pessoalmente, algo semelhante aos vizinhos do Sérgio Cabral no Leblon.

Imaginem um protesto na frente da sua casa, muita gente, muito barulho, etc. Vamos supor que os protestos não fossem direcionados a você, o que eu acho que nem faz diferença. Imagino que primeiro você tentaria pedir aos manifestantes que se retirassem ou diminuíssem o barulho, pedido com mínima chance de ser atendido, confirmando o não atendimento do pedido, imagino que o próximo passo seria ligar para a polícia, é o que se faz quando se tem uma festa barulhenta perto de casa varando a madrugada, por exemplo, daí a polícia chega e pede que os manifestantes se dispersem, eles não atendem o pedido, daí  o policial vem e te informa que nada pode fazer já que os manifestantes não querem  sair e ele não pode usar de violência para retirá-los do lugar, nada de spray de pimenta, gás, bala de borracha ou cacete, como você, morador do local, se sentiria ?

Sou a favor dos protestos, mas se fosse em frente a minha casa, quero mais é que dê tiro de bazuca neles.

O que você sugere que seja feito para garantir o direito de todos? As pessoas devem ser obrigadas a protestar junto?

Como se define um manifestante, um bandido ou um arruaceiro?
É difícil para você imaginar um protesto em frente a sua casa? Tu deve morar mal para caralho então.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Não parou por aqui

Fala aí povo,

Escrevi esse texto ano passado, dia 26/12, dias esses em que estava pensando em deixar algumas coisas em 2012, não havia postado até por isso tbm, para que ele mesmo ficasse em 2012, não deu, leiam aí...se quiser sugerir um nome, pode também. Vamos que vamos.

Das coisas que precisam ser ditas
Algumas quero dizer
Outras só quero esquecer

Das coisas que não posso mas quero falar
Algumas deixo escapar
Sobre outras consigo calar

Sobre a maioria, há o que dizer
Mas ninguém o consegue fazer
Sobre a maioria, há o que dizer
Mas ninguém tem o poder
Sobre a maioria todos tentam esquecer

A nova roupagem do racismo e torrada com manteiga



O preconceito. O preconceito racial. O preconceito racial no Brasil. Se você ainda não sabe, o preconceito racial no Brasil se dirige majoritariamente à raça negra. Parece óbvio? Talvez seja para mim, para você e para seu filho. Mas acredite, colega leitor(a), essa questão vem se tornando extremamente embaçada para muita gente que cai na nova armadilha do tradicionalismo branco.

Vou explicar e, antes disso, quero esclarecer alguns pontos. Primeiro, quando falo de raça, me referindo aos humanos, estou cometendo uma grande gafe. Esse conceito retrocede até uma teoria antropológica que já caiu em desuso. Isso significa que a espécie humana não é dividida em raças, mas sim em etnias. Resumidamente, a biologia sugere que nossas diferenças genéticas não são grandes o bastante para nos distinguir enquanto raça. Ainda assim, falarei de racismo, mesmo porque ele parte do ideário dessa divisão inexistente. Ou seja, havendo ou não diferentes raças humanas, o racismo é ainda comum, porque ele parte da ideia dessa concepção falsa e retrógrada. Além disso, a ideia de raças originou grupos sociais históricos que partilham um passado em comum e simplesmente aniquilá-la pode ser problemático. Confuso? Calma, vai piorar.

O conceito biológico que, por um lado, demonstra os absurdos das proposições científicas sobre a superioridade da raça caucasiana pode, por outro, ser usado para esvaziar movimentos de reafirmação de grupos que foram oprimidos por terem características distintas. Estou falando, claro, dos negros. E é nessa tênue linha da existência e da importância da questão racial que a hegemonia branca tenta reafirmar sua posição superior.

Sob a igualdade biológica se abandonam as problemáticas da construção social histórica.

Como? Simples. Não se pode mais falar de raça. O conceito começou a ser invertido e, agora, o verdadeiro racista é o negro. A estratégia do novo movimento não se baseia, portanto, em insistir na superioridade genética da raça branca, mas em esvaziar todos os movimentos de (re)afirmação cultural dos grupos oprimidos, em particular, o da inexistente raça negra.

Agora, amigos, se o negro é o verdadeiro racista nessa sociedade contemporânea, adivinhem quem é a vítima dessa trágica realidade? Sim, o pobre homem branco. Não bastasse a ditadura dos homossexuais, que agora tentam mostrar às crianças que o homossexual é também um ser humano (mimimi kit gay), o homem branco tem de sobreviver igualmente ao racismo dos negros que, com as estupidas cotas raciais (mimimi, raças são iguais), tomam seus lugares no vestibular e nos concursos públicos.

A inversão é assustadora. Sobre o preceito de que não há raças (ou que todas as raças são igualmente capazes, se preferirem) tenta-se agora desprezar a história, fingir que o que aconteceu no Brasil não teve e continua tendo desdobramentos na contemporaneidade. O negro foi excluído da apropriação de terras? Da educação? Das políticas sanitárias? Nada disso importa, dizem, porque hoje a constituição garante que todos são iguais perante a lei.

Veja bem, não há porque buscar igualdade, porque a lei (jurídica e genética) já a garante. Esse é o discurso. E daí que em 2001, 113 anos após o fim da escravidão, o percentual de negros no ensino superior era de 10.2%? As cotas, dizem as vítimas do racismo negro, devem ir apenas para os pobres em geral. Afinal, a raça não faz diferença. Pobre é pobre. E negros e brancos tem, hoje, os mesmos direitos garantidos por lei. Ser preto no Brasil, de repente, não é mais um problema.

A História é posta de lado. Balbucia-se até contra o direito de afirmação negra. “Um negro pode usar camisa dizendo 100% negro, eu não posso usar uma dizendo 100% branco”. Pobre homem branco.

Coloca-se de lado que a afirmação da cultura negra é construída sobre um histórico de opressão da raça caucasiana que, por mais de meio milênio, inferiorizou essa, hoje, inexistente raça. O símbolo é ignorado. A luta contra a opressão é desvirtuada. O negro que se orgulha de sua raça é racista, porque a história está morta e, aparentemente, não repercute em nossa sociedade, independente do que as estatísticas mostram.

A foto que marca essa postagem é a estátua de um garoto negro, segurando um enorme cesto. Presos em seus pés, grilhões deixam claro que ele não é livre. Para quem não sabe essa foto não pertence a um museu. Foi tirada em uma das filiais do supermercado pão de açúcar, em SP. A comunidade negra achou o manequim extremamente ofensivo e o mercado, pedindo desculpas, retirou o artefato que decorava uma de suas alas. Vocês podem ler um pouco a respeito aqui.

Queria saber sua opinião. Como você acha que aquela estátua foi parar ali?

Não vou chegar ao ponto de dizer que o Pão de Açúcar colocou ali o objeto para ofender os negros. Não que eu conheça a mentalidade dos donos do mercado, mas isso seria simplesmente mal para os negócios. O que preocupa é que, seja lá quem colocou a imagem, não conseguiu ver a alusão à escravidão negra. Não percebeu como poderia soar racista a peça de decoração. O poder simbólico estava tão naturalizado nessa pessoa que ela foi incapaz de enxergar o problema. Afinal, o que pode ter de errado em colocar um pequeno escravo negro segurando pães e frutas em um supermercado?

Tive uma pequena discussão no facebook por conta dessa foto. Defenderam, veja só, que os racistas estavam exagerando na ofensividade da imagem. O problema da estátua, disseram, eram os grilhões e não o fato dela ser (também) negra. Disseram que, se o manequim fosse de uma criança branca com grilhões, ninguém veria problema. Percebam: o problema não estava em uma imagem de um negro escravo e, sim, o de fazer alusão a qualquer tipo de escravidão.

A raça negra não poderia se sentir ofendida com esse tipo de coisa. O negro, afinal, não existe. A história está enterrada. O racismo, hoje, é coisa de preto.

PS.: Quanto a torrada com manteiga, descobri recentemente que se você colocar a manteiga no pão antes de jogá-lo na torradeira ele fica pronto mais rápido. Acho que a manteiga age como algum tipo de catalizador, talvez porque ela queime mais rápido. Fica aí a dica.

PS2.: Camarada, não estou te acusando de nada. Só tira um tempo e pensa um pouco no assunto.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

O Rio de Janeiro Não é Mais Tão Lindo I


Segundo preceitos básicos de planejamento e boa administração, toda obra pública deve ser ambientalmente sustentável, economicamente viável e socialmente desejável. Tudo que o Centro de Tratamento de Resíduos (CTR) de Seropédica não é.

Inaugurado pelo governo em 2011 como sendo a mais moderna estação de tratamento de resíduos da América Latina, a CTR de Seropédica se mostrou na verdade um símbolo do mau planejamento (vamos confiar na honestidade dos governantes) que impera em todas as esferas do nosso governo.

Com a decisão de encerrar as atividades no Aterro de Gramacho e vendo barrada por pressão política a intenção de construir a CTR em Paciência (zona oeste...) o local escolhido acabou sendo Seropédica.

De maneira pouco estratégica a região escolhida foi justamente a área de recarga do Aqüífero Piranema, local de solo arenoso com alta permeabilidade. Esse fato fez com que alguns ambientalistas se preocupassem com a possibilidade do chorume, que é um resíduo liquido do tratamento do lixo com alta concentração de metais pesados, pudesse infiltrar pelo solo até atingir o aqüífero.

O contrato de licenciamento para administração da CTR previa que a empresa ganhadora construiria uma usina de tratamento de chorume no local. No entanto, dois anos após a inauguração a Ciclus, empresa que ganhou a licitação, ainda não cumpriu essa exigência.

Aparentemente a Prefeitura de Seropédica tem uma relação muito próxima com a empresa, uma vez que, segundo o site da Associação dos Docentes da Rural (http://www.adur-rj.org.br/5com/pop_2013/carnaval.htm), a empresa foi uma das patrocinadoras do carnaval da cidade.

O fato é que Seropédica recebe 9 milhões de toneladas de lixo por dia que geram 150 mil litros de chorume. Como não existe a tal usina de tratamento o resíduo é levado por caminhões até a Estação de Tratamento de Esgoto (vejam bem, esgoto não é o mesmo que chorume) de Icaraí/Niterói. A carga é transportada através de 150 km até chegar a ETE onde o chorume é tratado junto com o esgoto e jogado na Baía de Guanabara. O custo dessa operação é de R$80,00/m³ transportado.

O orçamento para a construção da usina para tratar o chorume é de R$35 milhões. Tá certo que a construção deve ser realizada pela Ciclus, mas só como comparação o valor gasto com a “reforma” do Maracanã, que será repassado praticamente de graça para um consorcio de empresas privadas, seria suficiente para construir 32 Usinas de Tratamento de Chorume, cuja inexistência gera um passivo ambiental enorme.

Bola fora das prefeituras do Rio de Janeiro, Seropédica e do Governo do Estado.

quinta-feira, 11 de abril de 2013