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domingo, 28 de janeiro de 2018

Atualizações

Numerosos leitores, esse blog existe já há algum tempo e como a maioria não é atualizado com frequência, mas tem o seu valor e não terá fim.
A principio somos 6 colaboradores, amigos há 18 anos mais ou menos. Estudamos juntos no Colégio Pedro II, unidade São Cristóvão. Nos formamos em 2006. Pouco tempo após a popularização do Orkut, creio que nesse tempo ainda precisava de convite pra entrar. Lá esse blog começou, quando se tornou necessário marcar de se encontrar. A Lapa foi local real inicial, aquela parte entre a pizzaria Guanabara e a FEBARJ, a parte mais barata, dentro das nossas condições naquele momento. Além disso, concluímos que era o local geograficamente mais equilibrado para juntar quem vinha da zona norte, zona sul e baixada fluminense.
Nos formamos em história, geografia, engenharia, psicologia e direito. Estamos bem. Mas agora nos encontramos mais no whatsapp, mas ainda sentimos falta do Orkut, gostávamos das discussões infinitas e nos apps atuais, tudo passa, segue. Estamos com menos vontade de debater, é verdade, não sabemos se é culpa do app ou da tal da maturidade. Já pagamos boletos, uns casaram, uns saíram do Rio de Janeiro, já viajamos juntos ao Peru! Mas o blog está aqui e nós também. Com nossos valores e sem ter fim. Agora de churrasco em churrasco, porque frequentar bar bom está caro e bar sujo não atende mais.


domingo, 13 de julho de 2014

Vencedores e Vencidos

Obdulio Jacinto Muiños Varela. Ele não assinou contratos milionários, não estampou capas de revista, não lançou roupas de grife. Mesmo sem os apetrechos do espetáculo, Varela foi um dos maiores entre os que pisaram na grama verde de um campo de futebol.

Obdulio Varela foi o capitão e melhor jogador da seleção uruguaia na tenebrosa final da Copa do Mundo de 1950. Alcides Ghiggia foi o carrasco, o autor do chute no estreito espaço entre a trave e o goleiro, para desgraça eterna e injusta de Barbosa, o homem da falha que não houve. Mas, nos 90 minutos de jogo, foi Varela quem nos derrotou, e dele disse Nelson Rodrigues: “Todo escrete tem sua fera. Naquela ocasião, a fera estava do outro lado e chamava-se Obdulio Varela.”

O que acontece dentro das linhas brancas não basta. Findo o jogo, Varela deixou as comemorações de seus companheiros e pôs-se a vagar na noite de um Rio de Janeiro que se lamentava pela derrota. Viu grande tristeza e soube que, de algum modo, era o responsável. O futebol é um esporte cruel. “Em Montevidéu devem estar todos felizes, mas aqui é o Rio de Janeiro, onde todos choram”. Pelo resto da noite, seguiu de bar em bar, consolando grandalhões em prantos, desculpando-se com os que o reconheciam. Anos depois diria que, ao fim e ao cabo, era melhor ter perdido.

Varela, vencedor incontestável, partilhou voluntariamente da dor dos vencidos. Foi essa sua lição de grandeza e dignidade.

Tamanho, porém, é relativo. Há que se comparar Varela com a pequenez de tantas dezenas, de milhares, de milhões, de “nações” inteiras. Existem, pois, aqueles no extremo oposto: os vencidos que se macaqueiam de vencedores para se sentirem maiores dos que os demais, tão humilhados quanto eles. São aqueles que, com uma fidelidade canina, seguem os mandamentos de uma campanha de marketing de um gigante multinacional qualquer como se fosse o credo de sua própria religião.

Nesse mundo louco de Deus, eu tenho que dar meus parabéns e meu muito obrigado aos flamenguistas que ganharam, hoje, a Copa do Mundo Fifa de 2014. A vida não faz sentido e a morte menos ainda, mas tudo fica um pouquinho mais simples quando ao menos sabemos quem são os imbecis.

domingo, 9 de fevereiro de 2014

"Legítima defesa coletiva"

Aos novos "cidadãos de bem".




"By 1921 the publication was a strong supporter of the Ku Klux Klan"
"Em 1921 a publicação foi um forte defensor da Ku Klux Klan"


The Good Citizen. Disponível em: <http://en.wikipedia.org/wiki/The_Good_Citizen>. Acesso em: 09 de Novembro de 2014


quinta-feira, 14 de novembro de 2013

De Volta Para a Aristocracia

Quem me conhece sabe o quanto sou avesso a polêmicas inúteis. No entanto, em atenção aos milhares de pedidos pela minha sempre sóbria opinião resolvi me manifestar.

É de conhecimento de todos que só existe uma coisa que vende mais jornal que título do Flamengo, trata-se de crise na Gávea. Dessa forma não é de se espantar que os preços para uma partida de futebol tenha ganhado espaço no horário nobre dos canais de TV.

O fato é que o ingresso mais barato para a finalíssima da Copa do Brasil dia 27 no Maracanã está saindo por 250 pratas. Então surge a pergunta que vem movendo debates de botequim a semana toda. Esse valor é justo? Em minha opinião, SIM.

É óbvio que o preço está salgado, mas e daí? Desde quando futebol é primeira necessidade do povo? Se você acha o preço de determinado produto ou serviço caro, você simplesmente não compra. Essa é a melhor manifestação de desaprovação que se pode fazer. E se o preço realmente não corresponder ao valor do produto outros não comprarão, e, com a falta de procura, o mesmo cairá.

Agora me digam. Alguém duvida que o estádio estará lotado para comemorar mais um título do Mengão daqui a duas semanas? Essa é a lei máxima do capitalismo camaradas. Oferta e demanda. O futebol voltou a ser um prazer dos burgueses e os carecas que dirigem o Flamengo estão apenas agindo com visão de negócios.

Nós até reclamamos do custo de vida, mas ninguém exige que se reduzam os valores nos cinemas, restaurantes, shows. Isso seria loucura!

Como Mv Bill já havia explicado, esse alvoroço todo só tem um motivo. "Nosso povo é manso/ Só vira bicho quando o assunto é futebol/ Nudez no carnaval, latinha de Skol".

segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Diferenças - "Vândalos" x "Ativistas"

Invasão à Toulon - 17.07













Invasão ao Instituto Royal - 18.10
















Fonte:

QUAINO, Lilian. Polícia já tem imagens de câmeras do Leblon, Rio, onde houve vandalismo. <http://g1.globo.com/rio-de-janeiro/noticia/2013/07/policia-ja-tem-imagens-de-cameras-do-leblon-rio-onde-houve-vandalismo.html>. 21 de out. de 2013.

MARQUES, E.; JÚNIOR, G. "Prejuízo é incalculável", diz diretor de laboratório invadido em São Roque. <http://g1.globo.com/sao-paulo/sorocaba-jundiai/noticia/2013/10/prejuizo-e-incalculavel-diz-diretor-de-laboratorio-invadido-em-sao-roque.html>. 21 de out. de 2013.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Volta o Cão Arrependido

Existem eventos que já fazem parte do calendário, marcamos nas nossas agendas e aguardamos durante o ano inteiro por eles. O Carnaval, o Natal, a Páscoa e, obviamente, a queda livre do Botafogo na tabela do brasileirão.

É curioso como entra ano e sai ano o Botafogo de Futebol e Regatas sempre realiza a mesma proeza. Arranca de forma empolgante no inicio do brasileirão, sendo caracterizado pelos “especialistas” como dono do futebol mais bonito e bem jogado do país e, com a precisão de um relógio suíço, cai absurdamente de rendimento a partir do segundo semestre terminando a competição em um justíssimo 10º lugar.

Bem, antes de mais nada vamos aos números. Quando a folha referente ao mês de Agosto ainda não havia sido arrancada de nossos calendários, durante o primeiro turno, o Botafogo havia vencido dez vezes, empatado em seis ocasiões e sofrido apenas três derrotas, com isso obteve um aproveitamento de 63%. Bem próximo dos 66% que, dizem os matemáticos, é suficiente para se sagrar campeão brasileiro. Pois bem, já no segundo turno do BR13 foram duas vitórias e três derrotas em cinco jogos, resultando em um aproveitamento de 40%. Digno de clubes que brigam para não cair (mas ainda assim melhor que o Vasco).

O mais interessante, no entanto, é ver que o torcedor botafoguense é dono de um otimismo digno de um romance de Eleanor Porter. Por mais que ele esteja (literalmente) careca de conhecer esse tragicômico enredo está sempre disposto a discutir com qualquer torcedor com o objetivo de provar que dessa vez ele será campeão. 

Mas devo confessar aos amigos que tenho até certa simpatia pelo foguinho, é quase como um segundo América aqui no Rio. É um clube simpático e possuidor de uma bonita história. Poucos títulos é verdade, mas uma bonita história, e, claro, não faz mal a ninguém.

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

O Especialista Especial



Hoje estava assistindo a um desses "jornais" que passam no final da tarde em nossa TV aberta. Não me julguem mal nem me xinguem, por favor. Não estava realmente assistindo, a televisão estava apenas ligada e acabei ouvindo uma ou outra notícia por alto.

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Direito de protestar


 Se você não estava outro planeta ficou sabendo dos  vários protestos que ocorreram Brasil afora e pelo mundo também, com esse clima em mente, gostaria de levantar algumas questões sobre o direito de protestar no texto que se segue.

Sempre me ensinaram pessoas que nunca pisaram em uma faculdade de direito que meu direito termina onde começa o do outro, pois bem, partindo dessa idéia fico confuso em relação ao tal direito de protestar, de se expressar, etc. Ah, antes de falar mais sobre o assunto quero deixar claro que sou a favor dessas manifestações contra os governos apesar de todo impacto negativo que causam nas pessoas que querem apenas ir e voltar de seus respectivos empregos. Há, claro, toda uma questão sobre a necessidade de engajamento de todos até porque se o governo não se desviasse tanto da sua missão não haveria necessidade das pessoas demorem horas para ir e voltar do trabalho, elas não precisariam aceitar jornadas tão longas de trabalho tão longe de casa, o que afeta diretamente seus relacionamentos familiares e sua saúde, tem toda uma longa cadeia de causas e efeitos que começam, a meu ver, na falha do Estado em prover saúde, educação e segurança de qualidade, o que faz com que tenhamos que pagar impostos e planos de saúde e colégios particulares e seguro de vida, de carro, de casa, pedágio , etc.

Pois bem, disto isto, quão legítimo é um protesto de 300 pessoas que fecha, por exemplo, uma das avenidas mais importantes do Rio de Janeiro como a avenida Rio Branco ?
O que a polícia pode fazer para garantir o direito de ir e vir de várias outras pessoas após pedir educadamente que os manifestantes liberem a avenida?
Eu fui a um dos protestos, porém continuo sem uma opinião formada sobre isso, então convido você a refletir sobre uma situação hipotética onde você seria impactado mais pessoalmente, algo semelhante aos vizinhos do Sérgio Cabral no Leblon.

Imaginem um protesto na frente da sua casa, muita gente, muito barulho, etc. Vamos supor que os protestos não fossem direcionados a você, o que eu acho que nem faz diferença. Imagino que primeiro você tentaria pedir aos manifestantes que se retirassem ou diminuíssem o barulho, pedido com mínima chance de ser atendido, confirmando o não atendimento do pedido, imagino que o próximo passo seria ligar para a polícia, é o que se faz quando se tem uma festa barulhenta perto de casa varando a madrugada, por exemplo, daí a polícia chega e pede que os manifestantes se dispersem, eles não atendem o pedido, daí  o policial vem e te informa que nada pode fazer já que os manifestantes não querem  sair e ele não pode usar de violência para retirá-los do lugar, nada de spray de pimenta, gás, bala de borracha ou cacete, como você, morador do local, se sentiria ?

Sou a favor dos protestos, mas se fosse em frente a minha casa, quero mais é que dê tiro de bazuca neles.

O que você sugere que seja feito para garantir o direito de todos? As pessoas devem ser obrigadas a protestar junto?

Como se define um manifestante, um bandido ou um arruaceiro?
É difícil para você imaginar um protesto em frente a sua casa? Tu deve morar mal para caralho então.

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Não parou por aqui

Fala aí povo,

Escrevi esse texto ano passado, dia 26/12, dias esses em que estava pensando em deixar algumas coisas em 2012, não havia postado até por isso tbm, para que ele mesmo ficasse em 2012, não deu, leiam aí...se quiser sugerir um nome, pode também. Vamos que vamos.

Das coisas que precisam ser ditas
Algumas quero dizer
Outras só quero esquecer

Das coisas que não posso mas quero falar
Algumas deixo escapar
Sobre outras consigo calar

Sobre a maioria, há o que dizer
Mas ninguém o consegue fazer
Sobre a maioria, há o que dizer
Mas ninguém tem o poder
Sobre a maioria todos tentam esquecer

A nova roupagem do racismo e torrada com manteiga



O preconceito. O preconceito racial. O preconceito racial no Brasil. Se você ainda não sabe, o preconceito racial no Brasil se dirige majoritariamente à raça negra. Parece óbvio? Talvez seja para mim, para você e para seu filho. Mas acredite, colega leitor(a), essa questão vem se tornando extremamente embaçada para muita gente que cai na nova armadilha do tradicionalismo branco.

Vou explicar e, antes disso, quero esclarecer alguns pontos. Primeiro, quando falo de raça, me referindo aos humanos, estou cometendo uma grande gafe. Esse conceito retrocede até uma teoria antropológica que já caiu em desuso. Isso significa que a espécie humana não é dividida em raças, mas sim em etnias. Resumidamente, a biologia sugere que nossas diferenças genéticas não são grandes o bastante para nos distinguir enquanto raça. Ainda assim, falarei de racismo, mesmo porque ele parte do ideário dessa divisão inexistente. Ou seja, havendo ou não diferentes raças humanas, o racismo é ainda comum, porque ele parte da ideia dessa concepção falsa e retrógrada. Além disso, a ideia de raças originou grupos sociais históricos que partilham um passado em comum e simplesmente aniquilá-la pode ser problemático. Confuso? Calma, vai piorar.

O conceito biológico que, por um lado, demonstra os absurdos das proposições científicas sobre a superioridade da raça caucasiana pode, por outro, ser usado para esvaziar movimentos de reafirmação de grupos que foram oprimidos por terem características distintas. Estou falando, claro, dos negros. E é nessa tênue linha da existência e da importância da questão racial que a hegemonia branca tenta reafirmar sua posição superior.

Sob a igualdade biológica se abandonam as problemáticas da construção social histórica.

Como? Simples. Não se pode mais falar de raça. O conceito começou a ser invertido e, agora, o verdadeiro racista é o negro. A estratégia do novo movimento não se baseia, portanto, em insistir na superioridade genética da raça branca, mas em esvaziar todos os movimentos de (re)afirmação cultural dos grupos oprimidos, em particular, o da inexistente raça negra.

Agora, amigos, se o negro é o verdadeiro racista nessa sociedade contemporânea, adivinhem quem é a vítima dessa trágica realidade? Sim, o pobre homem branco. Não bastasse a ditadura dos homossexuais, que agora tentam mostrar às crianças que o homossexual é também um ser humano (mimimi kit gay), o homem branco tem de sobreviver igualmente ao racismo dos negros que, com as estupidas cotas raciais (mimimi, raças são iguais), tomam seus lugares no vestibular e nos concursos públicos.

A inversão é assustadora. Sobre o preceito de que não há raças (ou que todas as raças são igualmente capazes, se preferirem) tenta-se agora desprezar a história, fingir que o que aconteceu no Brasil não teve e continua tendo desdobramentos na contemporaneidade. O negro foi excluído da apropriação de terras? Da educação? Das políticas sanitárias? Nada disso importa, dizem, porque hoje a constituição garante que todos são iguais perante a lei.

Veja bem, não há porque buscar igualdade, porque a lei (jurídica e genética) já a garante. Esse é o discurso. E daí que em 2001, 113 anos após o fim da escravidão, o percentual de negros no ensino superior era de 10.2%? As cotas, dizem as vítimas do racismo negro, devem ir apenas para os pobres em geral. Afinal, a raça não faz diferença. Pobre é pobre. E negros e brancos tem, hoje, os mesmos direitos garantidos por lei. Ser preto no Brasil, de repente, não é mais um problema.

A História é posta de lado. Balbucia-se até contra o direito de afirmação negra. “Um negro pode usar camisa dizendo 100% negro, eu não posso usar uma dizendo 100% branco”. Pobre homem branco.

Coloca-se de lado que a afirmação da cultura negra é construída sobre um histórico de opressão da raça caucasiana que, por mais de meio milênio, inferiorizou essa, hoje, inexistente raça. O símbolo é ignorado. A luta contra a opressão é desvirtuada. O negro que se orgulha de sua raça é racista, porque a história está morta e, aparentemente, não repercute em nossa sociedade, independente do que as estatísticas mostram.

A foto que marca essa postagem é a estátua de um garoto negro, segurando um enorme cesto. Presos em seus pés, grilhões deixam claro que ele não é livre. Para quem não sabe essa foto não pertence a um museu. Foi tirada em uma das filiais do supermercado pão de açúcar, em SP. A comunidade negra achou o manequim extremamente ofensivo e o mercado, pedindo desculpas, retirou o artefato que decorava uma de suas alas. Vocês podem ler um pouco a respeito aqui.

Queria saber sua opinião. Como você acha que aquela estátua foi parar ali?

Não vou chegar ao ponto de dizer que o Pão de Açúcar colocou ali o objeto para ofender os negros. Não que eu conheça a mentalidade dos donos do mercado, mas isso seria simplesmente mal para os negócios. O que preocupa é que, seja lá quem colocou a imagem, não conseguiu ver a alusão à escravidão negra. Não percebeu como poderia soar racista a peça de decoração. O poder simbólico estava tão naturalizado nessa pessoa que ela foi incapaz de enxergar o problema. Afinal, o que pode ter de errado em colocar um pequeno escravo negro segurando pães e frutas em um supermercado?

Tive uma pequena discussão no facebook por conta dessa foto. Defenderam, veja só, que os racistas estavam exagerando na ofensividade da imagem. O problema da estátua, disseram, eram os grilhões e não o fato dela ser (também) negra. Disseram que, se o manequim fosse de uma criança branca com grilhões, ninguém veria problema. Percebam: o problema não estava em uma imagem de um negro escravo e, sim, o de fazer alusão a qualquer tipo de escravidão.

A raça negra não poderia se sentir ofendida com esse tipo de coisa. O negro, afinal, não existe. A história está enterrada. O racismo, hoje, é coisa de preto.

PS.: Quanto a torrada com manteiga, descobri recentemente que se você colocar a manteiga no pão antes de jogá-lo na torradeira ele fica pronto mais rápido. Acho que a manteiga age como algum tipo de catalizador, talvez porque ela queime mais rápido. Fica aí a dica.

PS2.: Camarada, não estou te acusando de nada. Só tira um tempo e pensa um pouco no assunto.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

O Rio de Janeiro Não é Mais Tão Lindo I


Segundo preceitos básicos de planejamento e boa administração, toda obra pública deve ser ambientalmente sustentável, economicamente viável e socialmente desejável. Tudo que o Centro de Tratamento de Resíduos (CTR) de Seropédica não é.

Inaugurado pelo governo em 2011 como sendo a mais moderna estação de tratamento de resíduos da América Latina, a CTR de Seropédica se mostrou na verdade um símbolo do mau planejamento (vamos confiar na honestidade dos governantes) que impera em todas as esferas do nosso governo.

Com a decisão de encerrar as atividades no Aterro de Gramacho e vendo barrada por pressão política a intenção de construir a CTR em Paciência (zona oeste...) o local escolhido acabou sendo Seropédica.

De maneira pouco estratégica a região escolhida foi justamente a área de recarga do Aqüífero Piranema, local de solo arenoso com alta permeabilidade. Esse fato fez com que alguns ambientalistas se preocupassem com a possibilidade do chorume, que é um resíduo liquido do tratamento do lixo com alta concentração de metais pesados, pudesse infiltrar pelo solo até atingir o aqüífero.

O contrato de licenciamento para administração da CTR previa que a empresa ganhadora construiria uma usina de tratamento de chorume no local. No entanto, dois anos após a inauguração a Ciclus, empresa que ganhou a licitação, ainda não cumpriu essa exigência.

Aparentemente a Prefeitura de Seropédica tem uma relação muito próxima com a empresa, uma vez que, segundo o site da Associação dos Docentes da Rural (http://www.adur-rj.org.br/5com/pop_2013/carnaval.htm), a empresa foi uma das patrocinadoras do carnaval da cidade.

O fato é que Seropédica recebe 9 milhões de toneladas de lixo por dia que geram 150 mil litros de chorume. Como não existe a tal usina de tratamento o resíduo é levado por caminhões até a Estação de Tratamento de Esgoto (vejam bem, esgoto não é o mesmo que chorume) de Icaraí/Niterói. A carga é transportada através de 150 km até chegar a ETE onde o chorume é tratado junto com o esgoto e jogado na Baía de Guanabara. O custo dessa operação é de R$80,00/m³ transportado.

O orçamento para a construção da usina para tratar o chorume é de R$35 milhões. Tá certo que a construção deve ser realizada pela Ciclus, mas só como comparação o valor gasto com a “reforma” do Maracanã, que será repassado praticamente de graça para um consorcio de empresas privadas, seria suficiente para construir 32 Usinas de Tratamento de Chorume, cuja inexistência gera um passivo ambiental enorme.

Bola fora das prefeituras do Rio de Janeiro, Seropédica e do Governo do Estado.

quinta-feira, 11 de abril de 2013

sexta-feira, 8 de março de 2013

O melhor para o pior

 

Ouça-me bem, amor
Preste atenção, o mundo é um moinho
Vai triturar teus sonhos, tão mesquinho
Vai reduzir as ilusões a pó
 
Preste atenção, querida
De cada amor tu herdarás só o cinismo
Quando notares estás à beira do abismo
Abismo que cavaste com os teus pés

Trecho de “O mundo é um moinho”, música de Cartola.

Spoilers para GOT

Existe uma série de livros chamados As Crônicas de Gelo e de Fogo, esses livros inclusive viraram um série chamada “The Game of Thrones” que está sendo exibida no canal HBO. Uma passagem em um desses livros chamou bastante a minha atenção e recentemente tem vindo bastante à mente, é uma passagem na qual um anão que é retratado no livro como promíscuo, brincalhão e muito feio revela que já foi casado quando mais novo e como esse relacionamento terminou, essa revelação, vale destacar, é feita a uma prostituta que costuma atendê-lo. Ocorreu da seguinte forma, o anão tinha por volta de seus 16 anos e era virgem, não tinha tido qualquer relacionamento afeto amoroso com alguma mulher, vendo o anão nessa situação o irmão dele, de estatura normal e retratado no livro como um jovem dentro dos padrões mais altos de beleza e por tal muito apreciado pelas mulheres, resolve ajudá-lo.

Em um dia aleatório saem os dois a cavalgar por alguma estrada na floresta (o livro se passa numa época medieval), e de repente ouvem gritos femininos vindos da  floresta, o irmão do anão dá grande importância ao fato, mas o anão parte em socorro floresta a dentro, chegando ele se depara com uma jovem sendo atacada por alguns homens, o anão usa então sua espada, bravura e ajuda de seu irmão que partiu em seu encalço para espantar os homens antes que conseguissem violentar a moça. A moça fica muito abalada com a situação, se diz filha de algum camponês na região e fica muito agradecida com o anão, ele então a leva para sua casa para que ela seja alimentada e tenha seus ferimentos curados, nesse processo eles se “apaixonam” e o anão a pede em casamento. Porém o pai do anão, um senhor de grandes posses e influência no reino, fica indignado com a decisão do filho de se casar com uma simples camponesa, outro ponto a se destacar é que o anão já não gozava de muito prestígio com o pai, a mãe do anão morreu ao dar a luz, a opinião do pai  parece ser que o anão "deu" pelo menos dois motivos para não ser amado, “matou” a mãe ao nascer e era um anão

O pai então questiona o irmão mais velho sobre como se deu essa aproximação entre o anão e a camponesa, nesse momento da narrativa o irmão mais velho revela que tudo não passou de uma cena armada por ele para que o irmão tivesse um relacionamento com alguma mulher sem levá-lo diretamente ao prostíbulo, a camponesa era uma prostituta e os homens que a estavam atacando haviam sido contratados por ele também. Com isso o pai e o irmão vão ao encontro do anão e lhe revelam toda a verdade, ele, claro, apaixonado recusasse a acreditar, para convencê-lo da verdade o pai oferece a camponesa uma moeda de prata para cada homem que ela “servir”, e obriga o anão a assistir todo “serviço” prestado por ela, eis que quando a moça cansa de prestar o “serviço” ela já ganhou mais moedas de prata do que pudesse carregar sozinha.
Apesar de tudo o anão não consegue desgostar da camponesa e a procura pelo reino, porém não conseguindo encontrá-la em lugar algum, desiste, e partir daí abraça a vida promíscua, indo de bordel em bordel incapaz de se relacionar afetivamente de novo.

Imagino que dois sentimentos devem ser o que mais mantém o anão traumatizado, primeiro o de ter dado o seu melhor a uma mulher que não existia, não da forma que ele achava que ela era pelo menos, e segundo, a saudade dessa mulher que não existia, o paradoxo de saber que a amada nunca existiu e mesmo assim não conseguir deixar de amá-la, e até por isso ele vive com a esperança no seu interior que ela não era uma prostituta, e sim uma jovem pobre que se corrompeu perante o alto pagamento dado pelo pai (A título de comparação, uma moeda de prata comprava um cavalo no ambiente do livro).

Essa parte é a pior.



Obs: mais a frente no livro, o Anão mata a prostituta ,que ouviu esse relato, enquanto ela dormia nua na cama do pai do anão, e em seguida ele mata o pai também. Sim, uma vingança pelo caso da jovem camponesa e outros maus tratamentos dados ao anão ao longo da vida.

sexta-feira, 25 de janeiro de 2013

Sobre o bullying e sua banalização

Dessa vez não vou falar de monstros, demônios ou mundos paralelos. Mas, se tivesse que definir o assunto de hoje um pouco além de sua denominação comum, eu diria que se trata, para quem já sofreu com a coisa, de um fantasma incômodo, que se aloja em algum lugar da cabeça e, nos piores momentos da vida (ou até nos melhores), retorna como um calafrio sinistro, causando assombrações com sussurros indizíveis.

Eu acredito que esse texto fará mais sentido para quem conviveu com a coisa. Se não foi o seu caso, aviso que deverá ter a mente aberta para compreender as próximas linhas, ou tudo não parecerá nada além de um mimimi fútil, de um assunto que a mídia cada vez mais banaliza, talvez, até, com boas intenções.

De uns cinco ou seis anos para cá o assunto entrou em pauta na sociedade brasileira, importado, me parece, da cultura americana, local em que, já há algum tempo, o tema é mais debatido, devido, principalmente, aos tiroteios ocorridos na região em escolas, efetuados por alunos que foram, de alguma forma, perseguidos. As histórias, que todos conhecem, geralmente terminam com inocentes mortos e suicídio.

Mas isso está longe de ser uma regra. Infelizmente parece que se fortaleceu a ideia de que quando uma criança é perseguida diariamente em algum momento ela terá um colapso nervoso e efetuará um massacre. Isso parece acontecer devido aos principais acontecimentos que, vez ou outra, intensificam o debate acerca do Bullying, como o fantasmagórico caso da escola de Realengo ou a matança ocorrida na estreia do último filme do Batman de Cristopher Nolan.

Essa perspectiva direciona as atenções para a culpa de se estar criando um monstro. Então, se você pratica bullying, pode potencialmente ser culpado por uma ou mais mortes. A questão é que, essencialmente, esse não é o problema. Digo isso porque esses casos são raros e a ideia de que se não ocorrer um fenômeno grave como esses tudo estará bem é desprezível.

Essa perseguição pode afetar profundamente uma pessoa, inibindo o desenvolvimento de sua personalidade até o ponto de torna-la, de modo quase irrecuperável, simplesmente um ser humano triste e infeliz para o resto de sua vida. Há muitas formas para se destruir uma pessoa, e infelizmente o homem pode ser extremamente criativo. Agressões físicas, brincadeiras, apelidos...

“Ora, Leandro, que exagero. Então não posso dar apelido aos meus amigos que estarei praticando Bullying? Quanta frescura”. Esse tipo de pensamento foi um dos que mais se popularizou com a banalização do Bullying, seguindo, principalmente, desse outro: “Sempre me zoaram no colégio e eu fiquei bem. Eu aprendi a me virar. Isso é normal”. Acredito que isso tenha ocorrido por uma incorporação despreparada do assunto. Em outras palavras: virou moda falar de bullying, mas ninguém quer reservar um tempo para pesquisar e refletir a fundo do que se trata.

Se por algum motivo esse é o seu caso, quero deixar claro que não tenho a intenção de lhe ofender. Esse não é o meu objetivo aqui. Como disse, é preciso que você mantenha a mente aberta para ler esse texto e, quem sabe, ter um pensamento mais crítico sobre o assunto.

Dito isso, quero tentar explicar algo simples, mas que foi tão mal exposto nos principais meios de comunicação e tão mal absorvido pela sociedade (tanto por pessoas neutras, quanto por alunos e educadores) que se tornou extremamente deformado: zoação não é bullying. Bullying não é zoação. Pelo menos, não necessariamente.

Nos estágios que fiz em diferentes escolas, não foi raro ver que após uma ou outra brincadeira as crianças disparavam rindo :isso é bullying e o mesmo acontecia com os professores. Não sei qual é a origem do termo bullying, mas sei do que se trata. Ele é definido por qualquer comportamento consciente, repetido e hostil, cuja intenção é ferir os outros, física ou psicologicamente.

Entendam: A zoação que seus amigos ou colegas no colégio fizeram com você, amigo que acha que essa preocupação é frescura, provavelmente não poderia ser definida como bullying. O Bullying não é o ATO de zoar. Ele é o COMPORTAMENTO sistematicamente repetido com a intenção consciente de ferir o agredido. Reflita e, sinceramente, questione se foi isso que ocorreu com você. Senão, comece a se perguntar se isso é realmente normal e que inclusive “ajuda os zoados a se desenvolverem”, como já ouvi por aí.

As formas que esse comportamento adquire são múltiplas, mas seu motivo parece único: Trata-se da afirmação da sua existência através da humilhação e inferização do outro. Isso advém da crença de deter o direito de ferir ou controlar terceiros, não raro, se da também pela intolerância às minorias ou, simplesmente, às pessoas que levam um estilo de vida diferente do agressor.

Esse tipo de comportamento nunca irá formar caráter. Vejo muitas pessoas dizendo que a vítima deve aprender a se defender, a revidar, como se isso fosse resolver seus problemas e que magicamente ela não seria mais incomodada depois disso. Esse tipo de pensamento geralmente parte de quem já praticou o infeliz comportamento ou que, no mínimo, nunca sofreu com ele. É fortalecido também por uma massificação cultural, através da absorção de filmes em que a vitima de Bullying geralmente da a volta por cima, aplicando uma surra nos seus adversários e, assim, nunca sendo incomodados de novo ( O Reino Proibido, Quebrando Regra, Dragon Ball Evolution, o último Homem Aranha...).

Mas a vida não é um filme.

A prática de bullying acaba por inibir o desenvolvimento da personalidade da vítima. Cada vez menos ela se preocupa em expor quem ela é e cada vez mais busca se esconder. Tornar-se discreta e tenta eliminar qualquer vestígio do que possa ser o motivo para a contínua perseguição.

Não precisa ser um gênio para perceber que isso provavelmente a afetará na vida adulta, uma vez que carregará suas inseguranças e guardará em seu subconsciente que será atacada por aquilo que ela têm de diferente, seja lá o que for. É extremamente difícil racionalizar que, se havia um problema, ele estava em verdade nos seus agressores e não em si mesma.

Acho que é preciso também acabar com o mito de que quem sofre Bullying é/será um gênio e futuramente terá muito mais sucesso que seus antigos agressores. Isso apenas parece uma forma de se buscar um equilíbrio entre causa e efeito, mas ele é falso. Essa perspectiva fortalece o mito da construção de caráter e esse tipo de coisa deve ser combatida.

Acho que é isso. Claro que há muita coisa para se falar, mas já duvido que alguém leia até aqui.

De todo modo, eu realmente gostaria que as pessoas fossem mais empáticas. Acredito que esse seja o principal meio para se combater esse tipo de comportamento, na infância, na juventude e na vida adulta.

quinta-feira, 6 de dezembro de 2012

Porque tudo junto se escreve separado e separado se escreve tudo junto



Se fosse uma caminhada
Eu diria que estamos correndo
Mas quando olho pro lado você já parou,
Quando paro a te esperar
Você já passou

Quando olho a frente
Você está parada
Quando chego perto
Está em disparada

Eu falo oi
Você entende tchau
Desse jeito fica difícil
Enxergar meu final

Uma história de zumbi
Eu mato, você mata
Ele ressuscita
Pra onde isso vai ?
Me explica

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

O esperado inacreditável

Outra materia sobre os hospitais do Rio de Janeiro na globo.

Filas intermináveis, pacientes sem atendimento, falta de médicos, falta de equipamentos (inclusive seringas) e muito mais do mesmo.

A âncora termina dizendo que é inacreditável que os hospitais estejam dessa maneira.

Ora, inacreditável seria se algo tivesse mudado.

Tivemos uma gestão que conseguiu transformar o atendimento dos hospitais do RJ o pior do Brasil. Elegemos novamente essa gestão sem nem ao menos conseguirmos um segundo turno para pensar melhor. Demos carta branca para o continuismo e declaramos uma satisfação inconsequente, ou um medo vazio do candidato comunista que ganhou força com os estudantes.

O que era de se esperar?

A política de saúde pública continua a mesma e assim continuará até a próxima troca de prefeitos. Torço para estar enganado quanto a essa declaração nostradamica, mas, infelizmente, parece o caminho que será traçado, acompanhando o ritmo do que já (não) vinha sendo feito.

Tenho convicção de que da próxima vez teremos um resultado mais positivo para o Rio de Janeiro. Boa parte da campanha de mobilização da oposição se restringiu a um publico ainda incapaz de votar, por ter sido feita majoritariamente em redes sociais. Até lá essa garotada que pensa diferente terá crescido.

De qualquer forma, não vou me juntar ao coro de "votou nele, aguenta", contudo, insisto que prestemos mais atenção nas próximas eleições e apoiemos o maior debate. Mal algum vai sair de conhecer melhor as propostas e perspectivas de seus candidatos.

quarta-feira, 12 de setembro de 2012

Mil Mãos de Guanyin

Segundo a wikipédia Guanyin é um bodisatva, espécie de ser de sabedoria elevada

terça-feira, 10 de abril de 2012

DE VOLTA?



Eventos de fim de semana são fodas, sim a gente sabe, mas eles aparentemente adiantam a chegada da dolorosa segunda-feira(Não, não diga isso, você deve agradecer ter um trabalho e bla bla bla bla bla bla pelada, bla bla bla sexo...bom, saia daqui, esse texto não é para você!).

Ocorre que não raro, me pego na dolorosa fazendo contas sobre quanto tempo consigo viver sem trabalhar depois de vender o carro, pegar o FGTS e o auxilio desemprego, sorte que essa conta não está atendendo minhas expectativas porque quando tiver, ah, se eu te pego!!!!(entrou na lista da billboard, hahahaha, CHUPAAAA galera que acha que existe arte ruim e arte boa, arte pobre e arte rica!!!!A arte é livre por concepção ruminantes!)

Só para destacar, apesar das vergonhas constantes que R10 e Cia tem me feito passar, continua sendo um prazer ganhar do bacalhau e no domingo de páscoa ainda????Kkkkkkk. Já sei vascaínos, vão dizer que meu time só tem bandido, não tem estádio, só ganha carioca e vai meter o pé da libertadores.Foda-se!

Ahhh...povo meu, começou a 2ª temporada de Game of Thrones, ótima série sobre disputas políticas na era medieval, tem quase tudo que a gente gosta, violência e sexo!A série é baseada em livros lançados a tempo pra cacete (mentira???), baixei o primeiro e estou lendo, muito bom também apesar de a parte que eu estou lendo ainda ser a 1º temporada da série da TV que passa na HBO todos os domingos às 22hrs.

Tentando ressuscitar o blog...

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Que vida boa!


Há um bom tempo existe a discussão sobre o que é melhor: Capitalismo ou Socialismo?O que é capitalismo?O que é socialismo?E o comunismo?

Bom eu digo, sem usar nenhuma fundamentação teórica, ou seja, da porra da minha cabeça, que não existem definições claras sobre esses conceitos, as pessoas que iniciaram essa discussão já morreram a mó tempão, e eles deixaram registros escritos tão confusos(lembro do meu sofrimento nas aulas de filosofia, sociologia e etc), que todo dia um trabalho novo é o publicado com teorias conflitantes criadas a partir das mesmas bibliografias.

Todo isso escrevi para dizer que na prática o que está ocorrendo é que as potências "capitalistas" tomaram o mundo e através do imperialismo tentam se impor sobre outras nações, daí fudeu com tudo porque agora a gente não sabe se o socialismo fracassa pelas suas teorias ou fracassa porque o capitalismo fode com ele, há quem diga também que o socialismo não fracassou na verdade, HÁ!Esse ponto sim me interessa, afinal eu gosto de estar sempre a favor das minorias, pelo menos quando o assunto não é futebol, cerveja e mulher...

Alguns anos atrás ainda no CPII, quando o Fidel deixou o poder em Cuba, eu conversava com um amigo meu:

- Legal hein cara, agora Cuba poderá se desenvolver e talz, esse cara já está mandando lá a mó tempão, o povo deve estar feliz...
- Po cara, não é bem assim não, tem gente lá que chama o Fidel de pai e está lamentando muito a saída dele.
- Ué mas todo dia eu vejo noticia de alguém que fugiu de lá, um lugar assim não pode ser bom.
- As pessoas são insatisfeitas por natureza cara, e também, você já pensou em quem manda nos meios de comunicação?São as mesmas pessoas que ajudam a ferrar com Cuba, isolando ela do mundo e blá blá blá blá blá blá Whiskas Sache...
- ....
- Eu já li também que lá não existe miséria, nem analfabeto...


Bom, a partir dessa conversa aí eu comecei a desconfiar de tudo, comecei a sempre procurar saber dos dois lados da moeda, eu ainda não tenho uma opinião formada sobre esse assunto especifico, mas é uma conversa que me interessa.

Ontem li um texto falando que a Líbia não era tão ruim e nem o Kadafi era tão ruim como é noticiado, nesse texto dizia que a ONU, em 2007, reconhecia que o IDH da Líbia era maior que o do Brasil, entre outras coisas, o texto é do blog realpolitik, procurem aí, lá tem algumas nesse sentido, lá eu também li sobre a Coréia do Norte, também dizia que lá não era tão ruim assim...

O texto já ficou grande então vou parar por aqui, mas no próximo vou escrever sobre o seguinte:

O que você prefere: Viver em uma sociedade onde você possa ter carros, casas, comidas e tecnologias luxuosas ou viver em uma sociedade onde ninguém conseguirá nunca ter acesso ao luxo, mas não exista fome, miséria, pessoas morando na rua, gente analfabeta?