sábado, 21 de março de 2015

Clássico dos Milhões

Faço um desafio ao leitor rubro-negro pergunte a um torcedor vascaíno, tricolor ou botafoguense (nesse caso o maior desafio é encontrar um) qual é o maior rival do seu time. Aposto que em 100% dos casos vocês ouvirão a resposta FLAMENGO.

É sabido por todos os cariocas que gostam de futebol que os torcedores dos outros três times da cidade sonham em rivalizar com o Flamengo, nesse caso a pergunta correta deveria ser: "Quem é o maior rival do Flamengo?"

Comparar nossos títulos, ídolos e torcida com os dos coirmãos que frequentam a segunda ou terceira divisão do campeonato nacional chega a ser uma covardia, assim sendo, podemos dizer com certa segurança que não temos rival regional à altura da grandeza do Flamengo. No entanto, sempre há aquele clube que gostamos mais de vencer, e acho que a grande maioria dos 40 milhões de Rubro-Negros espalhados pelo mundo vão concordar que é muito bom, e engraçado, ganhar do Vasco.

É divertido ver como o humor dos vascaínos vão da esperança ao desespero em apenas 90 minutos. Os caras fariam qualquer coisa para ver o time deles ganhar um título que fosse em cima do Mengo. Também não é para menos, nos últimos 27 anos Flamengo e Vasco disputaram 7(!) finais e todas foram vencidas pelo Rubro-Negro. Imagino a dor e vergonha do pai que aos treze anos viu seu Vasco ganhar o campeonato carioca de 88 sobre o maior rival e hoje, já um homem de meia idade, não consegue ver um título sobre o Flamengo ao lado do próprio filho.

Eu, por outro lado, jamais vi meu time perder uma final para o cruz-maltino, e dentre as vastas vitórias que pude acompanhar as que mais ficaram marcadas na minha memória foram:

- segundo jogo da final da copa do Brasil de 2006: o Flamengo tinha ganhado o primeiro jogo com gols de Obina e Luizão, mas não deu mole pra Kojak e também ganhou o segundo jogo com um gol do Juan. Como se esquecer do Valdir Papel sendo expulso nos primeiros minutos do clássico?

- segundo jogo da final do carioca de 2004: nessa final o Mengo também tinha aberto vantagem ao ganhar o primeiro jogo por 2 a 1, mas o segundo jogo foi mágico. 3 a 1 com show de Jean, autor dos três gols. “Arerêê o chope do Eurico eu vou bebeeer....”

- segundo jogo da final do carioca de 2001: só falo uma coisa: “Recordar é viver/ o Pet acabou com você...”

Bem, é provável que no jogo de amanhã teremos 56.678 pagantes e para esquentar me despeço deixando esse vídeo.


video



SRN

domingo, 8 de março de 2015

Resenha - A Guerra dos Tronos

A resenha de hoje não é exatamente uma resenha. Segundo a Wikipedia As Crônicas de Gelo e Fogo já venderam 25 milhões de exemplares e Game of Thrones é assistido por 20 milhões de espectadores, então parto do principio de que todo mundo já está careca de conhecer o enredo da história criada por George Martin.
Bem, eu acabei de terminar o primeiro livro da saga após dois meses de leitura. Diferente do que normalmente faço resolvi partir para os livros depois de ter assistido todas as temporadas disponíveis da série e gostaria de falar sobre três trechos que me chamaram mais atenção nele.

"Nunca se esqueça de quem é"
No início do história, quando o anão/herói Tyrion está em Winterfell, ele tem a seguinte conversa com o bastardo Jon Snow:
"Nunca se esqueça de quem é, porque é certo que o mundo não se lembrará. Faça disso sua força. Assim, não poderá ser nunca a sua fraqueza. Arme-se com essa lembrança, e ela nunca poderá ser usada para magoá-lo."
Nesse momento de "auto-ajuda" do livro podemos nos colocar no lugar do bastardo e tentar aplicar o conselho do autor em nossas vidas. Nenhum de nós é exatamente o que queria ser, todos idealizamos um modelo e buscamos alcançá-lo, ao mesmo tempo que nos envergonhamos de nossas fraquezas e tentamos escondê-las. Por mais que essa busca pelo "ideal" possa ser o combustível para nosso desenvolvimento pessoal, é importante que antes possamos entender e aceitar quem realmente somos. Não acho que alguém duvide que este seja o caminho para nos tornarmos mais sadios.

"pois o amor é o veneno da honra, a morte do dever"
Nas sábias palavras do Meistre Aemon para o bastardo Jon o ancião tenta explicar ao jovem Snow que não é possível seguir dois mestres. Ele deve escolher entre seus sentimentos ou o juramento de obediência que fez. Como diz o velho, o que é o dever comparado aos braços da amada, ou as necessidades de um filho? Apenas palavras...

"Se a vida não tinha valor, que valor tinha a morte?"
A pergunta de Daenerys no final do livro é a nossa grande questão. A vida que vivemos agora é essa. Mesmo se houver outra não será como esta. Acho que nem mesmo para aqueles que acreditam em reencarnação. Nossas experiencias são únicas e cada atitude nossa é percebida de uma maneira diferente dependendo da fase que vivemos. Beijar a mesma mulher nos dá sensações diferentes em diferentes épocas, da mesma forma que beber a mesma cerveja com os mesmos amigos há vinte anos não terá sempre o mesmo sabor. O sentido da vida deve estar em usar nossos sentidos para saboreá-la.

É isso. Feliz dia das mulheres para todas as leitoras.